São Paulo Boat Show 2026: tendências em revestimentos, estofamento e decoração náutica

Do luxo à alta performance: veja como revestimentos, tecidos, estofados, pisos e acabamentos estão transformando os interiores das embarcações. A Lordspuma foi ao São Paulo Boat Show 2026 acompanhar de perto as tendências que unem arquitetura, design, conforto e tecnologia sobre as águas.

Foto: Victor Santos / Revista Náutica

Arquitetura sobre as águas: o novo luxo dos interiores náuticos

Tecidos de alta performance, revestimentos resistentes, pisos personalizados, iluminação e mobiliário transformam embarcações em verdadeiros projetos de interiores. No São Paulo Boat Show 2026, a Lordspuma acompanhou de perto como arquitetura, design e tecnologia estão redesenhando a vida a bordo.

São Paulo, setembro de 2026.

Por muito tempo, falar sobre uma embarcação significava falar primeiro sobre potência, motorização, autonomia e desempenho.

Tudo isso continua sendo fundamental, mas basta entrar em algumas das embarcações apresentadas no São Paulo Boat Show 2026 para perceber que outra transformação está acontecendo sobre as águas.

O barco contemporâneo também passou a ser pensado como espaço de permanência.

Salas integradas, áreas gourmet, suítes, lounges, grandes superfícies envidraçadas, iluminação cuidadosamente projetada, mobiliário sob medida, tecidos, revestimentos e diferentes texturas aproximam cada vez mais os interiores náuticos dos melhores projetos residenciais.

É o luxo deixando de ser apenas aquilo que se vê por fora.

E passando a ser, principalmente, aquilo que se experimenta a bordo.



O barco como uma casa sobre as águas

O movimento ganhou até uma expressão dentro do mercado: “yacht standard”.

A proposta descreve embarcações que incorporam características normalmente associadas a residências de alto padrão: plantas integradas, grandes áreas envidraçadas, iluminação natural, conexão entre ambientes internos e externos, materiais nobres e soluções de marcenaria sob medida.

No São Paulo Boat Show 2026, marcas como Schaefer Yachts, NX Boats, Azimut, Intermarine, De Antonio e Pelicanno estiveram entre aquelas associadas a essa tendência.

Não significa simplesmente colocar móveis mais sofisticados dentro de um barco.

Significa projetar a experiência a bordo de maneira diferente.

A cabine deixa de ser apenas o lugar onde se dorme. O cockpit deixa de ser apenas uma área funcional. O flybridge pode se transformar em espaço de convivência. A popa ganha áreas gourmet e lounges. Bancos e estofados passam a integrar a própria linguagem arquitetônica.

E é justamente nesse ponto que materiais como tecidos, revestimentos, espumas, pisos e acabamentos ganham protagonismo.


Quando o design náutico encontra a arquitetura de interiores

Uma das demonstrações interessantes desse movimento veio da Sessa Marine (@sessamarinebrasil).

A F48 apresentada no evento recebeu uma atualização de interior envolvendo iluminação, metais, lâminas e tecidos, criando uma atmosfera mais contemporânea sem abandonar a identidade característica do modelo. A F42 também recebeu mudanças em layout, design, tecidos, móveis, metais e possibilidades de personalização.

É uma mudança aparentemente simples, mas bastante representativa.

O tecido não está sozinho.

Ele precisa conversar com a madeira.

O revestimento precisa conversar com o metal.

A tonalidade do banco precisa funcionar com o piso, a iluminação e a marcenaria.

Assim como acontece em um projeto de interiores residencial.

Sessa F48. Foto: Revista NáuticaSessa F48. Foto: Revista Náutica

Na nova leitura dos interiores náuticos, tecidos, iluminação, metais e mobiliário passam a fazer parte de uma mesma linguagem de projeto.


Por trás da beleza existe muita tecnologia

Se dentro de uma residência um tecido precisa resistir ao uso cotidiano, sobre uma embarcação as exigências aumentam consideravelmente.

Sol intenso.

Umidade.

Água.

Salinidade.

Atrito.

Variações de temperatura.

Uso frequente.

Por isso, revestimentos destinados ao mercado náutico não podem ser avaliados apenas pela aparência.

Durante o São Paulo Boat Show, essa relação entre design e desempenho também ficou evidente entre fabricantes especializados.

A Kelson’s (@kelsonsmarcaregistrada), marca da Agro Química, apresentou sua atuação em revestimentos desenvolvidos para aplicações náuticas, com diferentes possibilidades de cores e texturas.

Foto: Douglas Guimarães / Revista Náutica

Foto: Douglas Guimarães / Revista Náutica.

Já a Romplas (@romplas) levou ao evento sua linha HP, desenvolvida especificamente para o setor. Segundo informações fornecidas pela fabricante à Revista Náutica, os materiais contam com seis camadas de proteção e foram projetados considerando fatores como raios UV, umidade, abrasão e ação de chamas.

Foto: Romplas / Divulgação

Foto: Romplas / Divulgação

O verdadeiro luxo também é resistência.

É uma boa síntese do que o novo luxo náutico representa.

O material precisa ser bonito.

Mas precisa funcionar.

Cor e textura fazem parte do projeto, mas o ambiente náutico exige materiais desenvolvidos para condições muito específicas de utilização.

Revestimentos náuticos precisam combinar estética e desempenho diante da exposição ao ambiente.


O estofado passa a fazer parte da arquitetura

Essa evolução também muda a maneira como observamos um banco náutico.

Ele não é simplesmente uma estrutura revestida.

Formato, ergonomia, espuma, desenho das costuras, recortes, textura e cor trabalham juntos para formar uma peça que pode ocupar grande parte do campo visual de uma embarcação.

Em lounges, cockpits e solários, principalmente, o estofamento passa a exercer quase a função de mobiliário arquitetônico.

E quanto mais sofisticado é o projeto, maior tende a ser a atenção aos detalhes.

Frisos.

Costuras.

Composições entre duas tonalidades.

Superfícies lisas combinadas a áreas trabalhadas.

Diferentes texturas dentro de uma mesma paleta.

O resultado é uma estética mais próxima daquela observada em mobiliário premium e interiores automotivos de alto padrão.

Mas existe algo que a fotografia não consegue mostrar.

Conforto também começa por dentro.

Sob o revestimento existe uma construção formada por espuma, estrutura e acabamento.

Por isso, especificar corretamente os materiais internos de um estofado é tão importante quanto escolher sua aparência externa.

Para tapeceiros e estofadores, esse é um mercado em que conhecimento técnico e acabamento precisam caminhar juntos.


Tecidos entram definitivamente no projeto náutico

O São Paulo Boat Show também chamou atenção para a variedade de materiais destinados aos ambientes internos.

A Wiler (@wilertecidos) esteve entre as empresas associadas aos tecidos para estofados náuticos, enquanto marcas ligadas à decoração apresentaram soluções destinadas tanto às áreas internas quanto externas das embarcações.

Essa variedade amplia significativamente as possibilidades de composição.

Em determinados ambientes, o objetivo pode ser criar acolhimento.

Em outros, leveza.

Em outros, resistência.

O projeto passa a escolher o material de acordo com a experiência pretendida para cada espaço.

Foto: Instagram @wilertecidos / Reprodução

Foto: Instagram @wilertecidos / Reprodução

Os tecidos ganham espaço no projeto náutico e ajudam a construir ambientes mais acolhedores, personalizados e próximos da linguagem residencial.


Do estofamento ao enxoval: nasce uma identidade

Quando o barco começa a ser entendido como extensão da casa, a personalização não termina nos bancos.

Ela chega às almofadas.

À roupa de cama.

À mesa.

À decoração.

A Bordado a Bordo (@bordadoabordo), por exemplo, trabalha com enxovais exclusivos produzidos sob medida para embarcações, incluindo jogos de cama, almofadas, itens de mesa e tecidos destinados a áreas internas e externas.

É um detalhe interessante porque revela outra mudança de comportamento.

O proprietário não quer necessariamente um barco parecido com todos os outros daquele modelo.

Quer um espaço com identidade própria.

O conceito de personalização deixa, portanto, de significar apenas escolher a cor do casco.

Ele entra pela porta — ou melhor, pelo convés.

Foto: Instagram @bordadoabordo / Reprodução

Foto: Instagram @bordadoabordo / Reprodução

A personalização das embarcações ultrapassa os revestimentos e chega aos enxovais, almofadas e elementos decorativos produzidos para cada projeto.


Pisos e revestimentos: a personalização também está sob nossos pés

A arquitetura náutica não se limita aos revestimentos de paredes, bancos e mobiliário. Os pisos também participam da construção da identidade visual das embarcações, reunindo diferentes texturas, cores e materiais.

Entre os expositores confirmados do São Paulo Boat Show 2026 esteve a Kapazi, fabricante de soluções voltadas também ao segmento náutico.

A relação da empresa com esse mercado tem uma história interessante. Em 2006, a utilização do Vinil Kap em embarcações contribuiu para a criação da Kapazi Náutica, que posteriormente ampliou seu portfólio de revestimentos.

Essa trajetória ajuda a demonstrar como materiais vinílicos podem ultrapassar suas aplicações tradicionais, alcançando diferentes segmentos por meio de desenvolvimento técnico e soluções específicas.

Para profissionais da decoração e do acabamento, a variedade de texturas e possibilidades de personalização amplia as alternativas na elaboração de projetos.

Pisos náuticos. Foto: Cassiano Correia / Divulgação

Pisos náuticos. Foto: Cassiano Correia / Divulgação

O uso de revestimentos vinílicos em embarcações amplia as possibilidades de personalização dos pisos e ambientes náuticos.

Uma solução comercializada nas lojas da Lordspuma, é o piso vinílico Kapazi Vinil Silver

Foto: Divulgação site Kapazi

Foto: Kapazi / Reprodução site


Capotas náuticas: quando a proteção também faz parte do design

Em uma embarcação, os espaços externos possuem um protagonismo especial. Cockpits, áreas de convivência e espaços destinados ao lazer precisam equilibrar exposição ao ambiente, conforto e proteção solar.

Nesse contexto, as capotas e coberturas náuticas desempenham funções importantes, protegendo determinadas áreas e contribuindo para a experiência a bordo.

O material utilizado também participa da estética da embarcação. Cores, textura, acabamento e integração com a estrutura precisam ser considerados desde a elaboração do projeto.

Para esse tipo de aplicação, a escolha do tecido exige atenção às características técnicas especificadas pelo fabricante.

Entre as soluções disponíveis no mercado está a linha Night&Day Acrylic, do Grupo Locomotiva (@locomotiva_oficial).

Produzido com fibras acrílicas pigmentadas em massa, o material foi desenvolvido para oferecer resistência ao sol e ao desbotamento. Segundo o fabricante, também apresenta alta repelência à água e é indicado para coberturas náuticas.

Assim como acontece com os estofados e demais revestimentos, uma cobertura deve ser escolhida considerando o ambiente e as condições de utilização.

A sofisticação de um projeto também está na escolha dos materiais que tornam cada espaço mais confortável e funcional.

Foto: NXBOATS / Reprodução site

Foto: NXBOATS / Reprodução site

Além da proteção solar, as coberturas náuticas participam da identidade visual e da experiência de conforto nas áreas externas das embarcações.

Os produtos da coleção Night&Day Acrylic, também são comercializadas nas lojas da Lordspuma.


Materiais contam histórias diferentes

Nem toda sofisticação precisa parecer futurista.

No próprio São Paulo Boat Show 2026, a Garda, do Estaleiro Pelicanno, apresentou uma leitura praticamente oposta: uma embarcação de visual clássico, acabamento artesanal e forte presença da madeira.

O projeto combina referências retrô com técnicas construtivas contemporâneas.

É um ótimo exemplo de como os materiais ajudam a contar a personalidade de uma embarcação.

Em um projeto, superfícies claras, tecidos neutros e grandes áreas envidraçadas podem transmitir leveza e contemporaneidade.

Em outro, madeira, couro visual e tonalidades mais quentes podem construir uma atmosfera clássica.

Não existe necessariamente uma única estética náutica.

Existe uma relação entre material, aplicação, personalidade e uso.

Lancha Garda no São Paulo Boat Show 2026. Foto: Alexandre Battibugli/ Revista Náutica

Na Garda, do Estaleiro Pelicanno, a madeira e o acabamento artesanal mostram outra interpretação possível do luxo náutico.


Interno e externo começam a conversar

Outro ponto importante dessa evolução é a integração entre os espaços.

Grandes portas.

Áreas envidraçadas.

Cockpits conectados ao salão.

Cozinhas e áreas gourmet próximas das áreas externas.

Flybridges preparados para convivência.

O projeto passa a buscar uma continuidade visual entre dentro e fora.

Isso traz um desafio interessante para quem especifica materiais.

A identidade precisa permanecer coerente, mas as condições de uso mudam completamente.

Um tecido protegido dentro da cabine está submetido a uma realidade diferente daquela encontrada em um banco de cockpit exposto ao sol.

É nesse momento que estética e especificação técnica precisam trabalhar juntas.

O objetivo não deve ser simplesmente encontrar materiais iguais.

Mas encontrar materiais compatíveis visualmente e apropriados tecnicamente para cada ambiente.


A personalização ganha uma nova dimensão

E talvez este seja um dos pontos mais interessantes para compreender para onde o mercado está caminhando.

O comprador começa a participar cada vez mais das escolhas de acabamento.

Tecidos, revestimentos, cores. móveis,  metais, configurações de interiores.

Na própria atualização apresentada pela Sessa Marine, novas possibilidades de personalização aparecem como parte da evolução dos modelos F42 e F48.

Essa liberdade aproxima ainda mais a compra de uma embarcação da construção de um projeto de arquitetura.

Em vez de simplesmente escolher um produto acabado, o proprietário participa da criação do ambiente em que pretende viver seus momentos sobre as águas.


Um novo mercado também para quem trabalha com estofamento

Todas essas transformações trazem uma leitura particularmente interessante para profissionais que trabalham fora dos estaleiros.

Tapeceiros, estofadores, designers, arquitetos, marceneiros, profissionais de reforma e personalização.

À medida que a frota cresce e as embarcações permanecem mais tempo em utilização, surge também uma demanda contínua por conservação, renovação e modernização.

Revestimentos sofrem desgaste.

Espumas podem precisar ser substituídas.

Estofados são redesenhados.

Pisos renovados.

Interiores modernizados.

A própria programação editorial do São Paulo Boat Show destacou que o mercado vai além da aquisição da embarcação e envolve também conservação, acabamento, proteção, reforma e modernização.

Para quem já domina estofamento residencial ou automotivo, o universo náutico pode representar uma nova especialização.

Mas é importante compreender que não basta transportar exatamente as mesmas técnicas e materiais de outro segmento.

O ambiente muda, a especificação precisa mudar junto.


O que a Lordspuma foi buscar no São Paulo Boat Show

Foi com esse olhar que estivemos no São Paulo Boat Show 2026, não apenas para observar embarcações, mas para entender o que está acontecendo dentro delas.

Novos materiais, novas aplicações, revestimentos, tecidos, pisos, acabamentos, soluções de conforto e, principalmente, novas possibilidades para os profissionais que transformam esses materiais em projetos.

Parceiros e marcas já presentes no universo da Lordspuma, como Kelson’s e Romplas, também estavam inseridos nessa conversa, mostrando como a indústria de materiais acompanha a evolução das embarcações.

Para uma distribuidora que atende estofadores, tapeceiros, arquitetos, designers e profissionais especializados, acompanhar esses movimentos é parte importante do nosso trabalho.

Porque uma tendência que hoje aparece em uma embarcação apresentada em um grande salão pode, amanhã, chegar à bancada de um tapeceiro que atende um cliente em processo de reforma.


O luxo que não aparece apenas na fotografia

Talvez essa seja uma das principais conclusões deixadas pelo São Paulo Boat Show 2026.

Luxo náutico não significa simplesmente excesso.

Cada vez mais, significa qualidade de projeto. Está na escolha do tecido, na resistência do revestimento, na densidade e construção do estofado. Na textura do piso, no desenho da costura, na combinação entre madeira, metal e iluminação, na ergonomia, na durabilidade e na capacidade de transformar alguns metros quadrados sobre a água em um ambiente onde alguém realmente queira permanecer.

A arquitetura chegou definitivamente às águas.

E, quando olhamos de perto, percebemos que boa parte dela começa justamente nos materiais.


São Paulo Boat Show 2026

Realizado entre 24 e 29 de setembro de 2026, no São Paulo Expo, o São Paulo Boat Show reuniu mais de 170 embarcações, além de fabricantes, fornecedores de equipamentos, acessórios, serviços, materiais de decoração e soluções destinadas ao mercado náutico.

Lordspuma — materiais para transformar projetos em realidade.

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